Geralmente quando a gente está envolvido em uma separação, acontecem dois fenômenos interessantes: a gente procura fazer coisas novas, que não fazia antes ou abandona as coisas que já vinha fazendo. Principalmente as coisas que se fazia a dois.
Quando eu falo "coisas" é no sentido de voluntariado e genérico mesmo. Tais como: Atividade partidária, acadêmica, culturais, esporte, hobby e religião.
Há coisderações sobre isso que quero tecer aqui. Não adianta se revoltar por que houve uma separação conjugal e abandonar tudo. Ainda mais quando na atividade que se fazia a dois, há a possibilidade de encontrar o ex-cônjuge. Seja nas reuniões, seja na execução em si, nos ensaios, preparativos... É duro? É! Principalmente quando se trata de um caso mal resolvido ou "mal terminado", como queiram.
Continuar e mostrar "profissionalismo" é algo essencial! Mostrar sua grandeza em não abandonar aquilo que voluntariamente você se propôs a fazer, é louvável! Se for um projeto que você sabe que terá fim. Tente ir até o fim. Agora se é algo que você assumiu mas não tem fim. Procure seguir. Mude, talvez, seu papel nessa atividade mas continue. Lembre-se, ocupe sua cabeça, seu corpo, seu coração. Se você desistir, o sentimento de frustração só vai aumentar. Dome seus maus sentimentos - se eles existirem - em relação ao ex-cônjuge. Tente trabalhar seu ciúme, tente minimizar a inveja, tente apaziguar a violência (física ou psicológica) que você poderá desferir contra seu ex-cônjuge.
O outro fenômeno que eu citei acima é o de a pessoa que passa por uma recente separação começar a fazer coisas que nunca tinha feito antes. Há umas perguntinhas muito legais nessa hora: "o que eu quero fazer vai ser útil para mim?" "O que eu quero realizar vai ser útil para alguém?" "Aquilo ao qual eu quero fazer parte, vai afetar negativamente a minha imagem e minha honra?"
Como sou homem, é natural que eu fale de experiências que já vi vividas por amigos homens que passaram por separação conjugal. Eu tenho um amigo de 40 anos que, ao se separar, começou a sair com pessoas de menos de 20 anos. E se envolvia com eles como se fosse um deles. Por fim se relacionou sexualmente com uma menor e quase se deu mal por isso.
Outra experiência que cito é sobre a Fé (daí no nosso título!). Eu aconselho a todos que já tinha uma religião que continuem praticando. Se for pra mudar de templo religioso, que faça. Mas não deixe de praticar a religião de acordo com os preceitos dela.
Para aqueles que nunca tiveram uma, aconselho a busca. Existem inúmeras religiões! Cristãs e não cristãs. Com rituais e sem rituais. Discretas e ultrapopulares. Sérias e descontraídas. Com dogmas e sem símbolos. Escolha uma, te garanto que não vai doer. Mas escolha uma que tem a ver com seus valores pessoais. Com sua ética e que não vá violentar sua consciência.
2 comentários:
Ed,
dependendo de como a relação terminou, especialmente se mal resolvida, acredito que evitar encontrar o outro é a melhor saída. Eu acho que constrangimentos devem ser evitados nesses casos. E mal-estar também. Não quero ficar passando mal porque estou perto ou tendo de ver a pessoa com quem terminei uma relação, mal terminada e mal resolvida! Acho que isso é sofrer por bobagem. O mundo é tão vasto! Devemos buscar nossos rumos, novos ares, com comedimento e sem artifícios que não levam a nada. A consciência do que se quer é o melhor, eu acho. Se também a pessoa escolher soltar a franga e fazer tudo o que nunca fez, incluindo as burradas, problema dela. Ela que arque com as consequências, né não?! Mas não temos de ficar vendo o outro voluntariamente.
Beijos e força!
Sabe Carol, eu tive um casamento muito bem resolvido. Daí o término dele também ser muito bem resolvido. Eu tenho certeza que no dia que eu vir a Hiamara com outro homem eu não vou me chocar. Vou achar normal e até ficar mais tranquilo se o cara a valorizar como ela merece.
Já eu, eu preciso dos meus amigos. Todos inclusive de você. Bjs,
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